Um amor em cada porto

Como nas relações amorosas.
Já não sei quem dizia"Amar é ser só um"...mas a questão é qual?
A história da harmonia, da fusão primitiva e perdida, o mito que começa em Platão no Banquete e que ainda atravessa toda a literatura ocidental.
O que sempre me impressionou na paixão foi sempre a estranheza do outro.
As relações amorosas nunca são transparentes. Os amantes julgam que se entendem, que se compreendem por meias palavras. Imaginam e acreditam que vivem uma espécie de fusão abençoada...no entanto conheço muitos homens que não detestam ter uma mulher diferente à sua frente.
Podemos ser jovens e acreditar no amor platónico, aceitar que existe uma certa autonomia dos sentimentos, que assim teriam uma esfera própria... Mas também podemos hoje ser mais crescidinhos e poder amar uma mulher simplesmente porque desejamos intensamente o seu corpo.
E conversas amenas debaixo de uma macieira mesmo virtual, longe da actualidade e da rotina do dia a dia ajudam-nos a reflectir sobre as diferenças que existem entre os homens e as mulheres. Sem crises e sem dramas.
Ai se eu fosse um marinheiro...
1 Comments:
Palavras sábias amigo!
E tão boas que são aquelas conversitas debaixo da macieira!
Bjs.
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